Pular para o conteúdo principal

Governo vai reforçar segurança na área Yanomami após ataque ao Ibama

 

Governo vai reforçar segurança na área Yanomami após ataque ao Ibama

Intuito é reforçar as operações de combate ao crime e ao garimpo ilegal

Mário Vilela/Funai

Larissa RodriguesLeonardo Ribbeiroda CNN

Brasília

Ouvir notícia

O governo federal prometeu enviar novos agentes da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional para a terra indígena Yanomami que fica em Roraima. O intuito é reforçar as operações de combate ao crime e ao garimpo ilegal. O pedido foi feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), após ataque registrado na noite desta quinta-feira (23).

A ministra do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, Marina Silva, já enviou ofício ao Ministério da Justiça com a solicitação.“Estamos dialogando com a PF e a Defesa para reforçar nossas operações na região, já que não vamos sair de lá tão cedo. Qualquer recuo no momento vai representar a volta deles (os garimpeiros). Obviamente, que tem uma logística para que isso aconteça. mas deve ser em breve a melhora na segurança”, afirmou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, à CNN.

Nesta quinta, garimpeiros armados furaram o bloqueio de fiscalização na terra indígena Yanomami e atiraram contra agentes do Ibama. Segundo o Ibama, os fiscais revidaram e, no tiroteio, um dos garimpeiros ficou ferido. Ele foi detido pela Polícia Federal por atacar servidores públicos e foi levado ao hospital.

Segundo o Ibama, os criminosos desciam o rio em sete “voadeiras” de 12 metros carregadas de cassiterita. O carregamento de minério roubado da terra indígena foi identificado por drones operados pelo Ibama. Após o ataque, os demais criminosos fugiram.

A segurança da base de controle, instalada no último dia 7, é realizada por agentes da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal e do Ibama. O objetivo principal da base é impedir a entrada de barcos com suprimentos e equipamentos para garimpos no território yanomami. Desde a instalação de uma barreira física com cabos de aço, no último dia 20, nenhum barco carregado seguiu em direção aos garimpos, segundo o Ibama.

Créditos CNN

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Primeiras ações de 2025 contra o avanço do garimpo ilegal na terra indígena Yanomami

Primeiras ações de 2025 contra o avanço do garimpo ilegal na terra indígena Yanomami Operação Catrimani II Briefing com a tropa antes do embarque na aeronave Comando Operacional Conjunto Catrimani II Boa Vista (RR) –  No dia 09 de janeiro, o Comando Conjunto Catrimani II, em coordenação com a Casa de Governo, conduziu a Operação de vasculhamento em Couto Magalhães, na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. A ação ocorreu na região de garimpo Couto Magalhães, com o objetivo de localizar e neutralizar as infraestruturas vinculadas ao garimpo ilegal que atua na TIY.   Distância percorrida pelo helicóptero da FAB A operação integrou militares das Forças Armadas e agentes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), os quais foram transportados pela aeronave H-60 Black Hawk, da Força Aérea Brasileira (FAB). Durante a ação, militares e agentes identificaram, desativaram pontos de garimpo e inutilizaram diversos materiais vinculados à mineração ilícita, como: motor, refrigerado...

EXÉRCITO BRASILEIRO RESGATA CRIANÇAS INDÍGENAS EM RORAIMA

  EXÉRCITO BRASILEIRO RESGATA CRIANÇAS INDÍGENAS EM RORAIMA Publicado em: 12 JAN 2023 Crédito: 4º BAvEx Manaus (AM) –  O 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx) recebeu a missão de resgatar crianças que necessitavam de tratamento médico em três comunidades de terras indígenas Yanomamis, na região do Surucucu, em Roraima. Os militares do batalhão partiram no dia 31 de dezembro, rumo às comunidades, e só retornaram a Manaus no dia 2 de janeiro. Eles atuaram em conjunto com os militares do 4º Pelotão Especial de Fronteira/Surucucu e com profissionais de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). No total, foram evacuadas para o Polo Base Surucucu, do DSEI Yanomami, 20 pessoas das comunidades Kunamariú, Hokomaua e Yaritobi. Segundo o piloto do 4º BAvEx, Major Schiavon, os profissionais da saúde informaram que as crianças apresentavam quadros de desnutrição e de desidratação. Uma delas tinha malária e outra pneumonia. Ele foi informado, ainda, que, devido à ch...